domingo, 17 de janeiro de 2010

Where's my soul?

Tinha dúvidas da realidade daquele dia, assim como de todos os últimos; parecia que os seus sonhos estavam muito reais, ou seus dias muito... estranhos. Dizem que há uma crise, depois que se termina um relacionamento longo. Mas, se era aquilo, definitivamente a palavra crise precisava de um novo conceito, algo mais próximo de torpor, talvez.

Talvez. Essa era a palavra certa, mesmo durante os últimos meses que não estava solteiro (êta palavrinha braba!), sua vida era um grande talvez. Não era aquela dúvida de o que será de amanhã?, mas do e agora?.

Talvez (provando sua teoria, e usando a palavra novamente) devesse parar de andar de ônibus. Talvez (!) fosse o tempo, as pessoas, a demora, a paisagem a mudar lentamente, ou tudo isso junto que o fizesse pensar. Pensar gerava dúvidas. E dúvida, naqueles dias, era o que menos precisava.

Naqueles pensamentos, foi divagando, levemente incomodado pela bagunça no fundão. Podia sentir, quase tocar naquela felicidade, aquele gosto que eles tinham, em uma viagem de ônibus, barulhenta, quente, desconfortável, tudo isso o fez olhar pra trás.

Dos cinco, três desciam naquele ponto. E quando o ônibus acelerou, aquela garota que estivera observando, suspirou, recostou a cabeça no banco, obviamente enfadada - e seus olhares se cruzaram.

Foi o tempo de fazer sinal, levantar do banco e descer do ônibus.

Era o diabo fugindo da cruz. Porque? Não sabia, mas aquele olhar lhe provocara arrepios. Deu três passos, e resolveu olhar pra trás. Há um quarteirão de distância, estava o ônibus. E, lá dentro, uma garota lhe acenava um tchau.

Era sua alma, que ia embora, levando com ela, a angústia, sua companheira.



E que diminua eu, pra que Tú cresças Senhor, mais e mais.

Só quando desistimos de nossos meios, nossas ferramentas, nossas posses, nossos conceitos, é que abrimos espaço para que o Espírito possa nos confortar. E este é o amor que vence barreiras.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Don't be there

Será que ele podia fingir que nunca tinha acontecido? Porque, de fato, tudo parecia um sonho – e, como é intrínseco a todo sonho, teve seu fim. Abrupto. Necessário. Ele precisava voltar à realidade. Até porque, toda fantasia tem seu lado trash.

Don't be there. Don't be there.

'Cause I'm on my way

And I'm already gone over

And I'm on my way

Estar com ela era como.. n-a-d-a. Exatamente nada. Por isso era o máximo. Era impossível que estivesse com ela, porque, embora sentisse os segundos se arrastarem, as horas corriam.  Era inconcebível. Por isso, tinha que acabar.

And I can't recall myself

How I went down

Did I get shot

Or shoot myself

Nada tinha acontecido. Mas não aguentava mais – ele não ia conseguir encarar o fato de estar com ela. Porque era tudo bom demais. E quando a esmola é demais, o santo desconfia.

I'm down here. I'm down here

And you're way up there

Não que ele fosse santo – definitivamente não era uma de suas qualidades (qualidades? Há!) E, por isso resolveu que era hora de terminar. Ele não ia fazer isso com ela. Não ia rebaixá-la ao seu nível.

But that doesn't hurt badly

But it stings right here

Tinha que tirá-la da cabeça. Na verdade, não sabia porque cargas d’água foi enfiá-la lá. É aquela coisa típica de pré-adolescente: apaixonar-se pela menina perfeita, mesmo que ela seja inalcançável; mas ele, aos dezoito, não podia se dar ao luxo de agir como pré-adolescente. Ele deveria ter senso de realidade.

And I won't pretend there's

Nothing there

You be around and I'll be square

Don't be alarmed if I'm not there

You be around and I'll be square

Era simples. Sumir. Bem mais fácil que tentar explicar porque não funcionavam juntos – apesar de terem se conectado perfeitamente. Não iria conseguir fazê-la entender tudo com palavras, era preciso uma medida, drástica, para que enfim, a ficha dela caísse. Porque,

If you're a rose

Then I'm the thorn

That's in your side

Ele era aquele que iria sempre balancear negativamente a equação. Sempre que estava ao lado dela, sentia a pressão de estar com ela. Nada, nem o mínimo detalhe, poderia dar errado; ela nunca errara, nunca fizera menção de o fazer, não podia magoá-la.

Mas a cada dia que passava, ele sentia que, quanto mais demorasse a errar, pior seria o erro. Até quando viu que a casa ia cair. Foi a gota d’água.

And does it hurt badly

'Cause it burns right here

 

I'd like to say hello

I'd like to say I care

I'd like to let you know

That nothing here's the same with me

Nothing here's the same

Foi como se ele tivesse passado alguns meses fora da cidade. Ou como se mudasse pra um lugar novo – estar com uma menina durante o dia inteiro, todos os dias, acabou deixando-o amigo dos seus amigos; e, num passe de mágica, todos se afastaram.

No outro dia, era como se nada daquilo tivesse existido, todas as fotos, mensagens apagadas. Ela nunca existira. Era perfeita demais para existir. Tudo terminara tão de repente quanto seus sonhos, com o despertador de seu irmão.  O seu mundo caíra – por mais que não soubesse mais se aquele mundo caído, era real.

And I can't recall myself

How I went down

Did I get shot

Or shoot myself

Olhando o teto, deitado na cama, ele sabia que a culpa era dele. Desde o início soubera que a culpa seria dele. Porque ele se conhecia – era óbvio. Não que tivesse ficado pensando nisso todos os dias; quando tudo vai bem nenhum de nós consegue ser pessimista; ou, no mínimo, realista.

Ter que terminar com ela – mas ter que arrumar uma desculpa que, de tão forte, a fizesse ver que, de fato não podiam mais ficar juntos. Não podia magoá-la, não conseguiria nem planejar como fazê-lo. Seu projeto de vida nos últimos meses foi procurar uma única falha, uma única abertura naquele relacionamento, para poder jogar toda a culpa nele, e deste modo, torná-lo tão importante que fosse inconcebível, para ela, que ambos permanecessem juntos – tinha que partir dela.

O maior problema não era ela acreditar. Mas ele.

And I won't pretend there's

Nothing there

You be around and I'll be square

Don't be alarmed if I'm not there

You be around and I'll be square

 

Don't be around

Don't be there, don't be there.

~  Porque, acreditar numa mentira que você mesmo criou, com suas próprias mãos, é quase tão complicado quanto deixar de amá-la. Mas é menos dolorido.

sábado, 7 de novembro de 2009

Reminescências

Vou lutar, contra isso que está acontecendo. Seja o que for, não vai vencer tudo aquilo que nós temos. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que Te amam, Jesus, eu vou acreditar. E vou lutar. Você não vai simplesmente escorregar por entre meus dedos, não vai ser um dia ou outro, em que tudo parece não ter sentido; ou que parece tudo estar perdido, que vão me fazer desistir.

Sim, eu estou do seu lado, olhe, me veja – me sinta. Eu quero passar o resto dos meus dias com você, nada pode me impedir disso, exceto você.

Acredite mais uma vez em nós. Lembre-se daquele dia, no começo, em que juramos esperar. Sabíamos que não ia ser fácil, sabíamos que ia doer, mas algo nos fez acreditar que superaríamos todas as barreiras.

Já se passaram quase quatro meses, e ainda estamos aqui. Contra todos, por mais que todos ainda torçam pelo nosso fracasso. E é a manutenção desse amor, a renovação do nosso relacionamento, que eu não vou me deixar parar.

Por mais que pareça que você não quer mais, por menos que eu sinta sua vontade em estar comigo – eu sei que isso são coisas só da minha cabeça, sei que são eles, querendo que eu desista, que eu abra mão de você.

Pode até ser mais fácil. Mas com certeza, não é o melhor pra mim.

Porque, sempre que eu desanimo, eu lembro da expressão do seu rosto quando me vê, e do seu sorriso, depois de me beijar, por mais que tenha se passado dois meses da última vez.

 

#Porque eu resgato a menininha boba dentro de você

sábado, 24 de outubro de 2009

A Sustança do Amor

A Sustança do Amor

          Amar é, antes de tudo, uma decisão. Decdir estar com alguém, estar com alguém; não apenas porque gosta.

          É uma decisão, e por isso, deve ser racional – amor não é paixão. Paixão se sente, amor se vive. Paixão é inconsciente, amor é consciente, fruto das nossas escolhas diárias. Escolher abrir mão daquilo que quer, daquilo que pensa.

          Escolher esquecer os erros de alguém, acalmar-se na hora da raiva, pensar duas vezes antes de tomar alguma atitude; porque, em um amor, não existem duas pessoas, mas sim um casal.

          O amor só existe quando se fala em casal, quando se fala em um; união. É tomar decisões não pensando em si, mas em outro. Abrir mão de si mesmo, debater aquilo que, pra você, é óbvio.

          Derrubar seus paradigmas, quebrar barreiras, saltar muralhas – isso tudo o amor é capaz de fazer – não a paixão.

          O amor é aquele que se fortalece não depois das dificuldades, mas durante elas. O amor é aquele que faz parar as discussões, e nos faz olhar um para o outro – e, repentinamente, ambos resolverem abrir mão do que querem, e assim, chegar num consenso.

          Quando a discussão pára no meio para ‘não-brigar’, não existe amor. O amor é aquele que nos leva a uma compreensão do que o outro quer. Pra quê? Pra viver em comunhão.

         

          É, o amor também é comunhão. Na verdade, a comunhão é a principal parte do amor. Comunhão pressupõe harmonia – não paz. Comunhão pressupõe a busca de algo maior, superior; algo ideal, na prática, inalcançável.

          E, a inalcançabilidade, não provoca desilusão, mas força. Porque, quando ambos se unem por esse ideal, um dá suporte ao outro. E isso é comunhão.

          Indo mais longe, não há comunhão entre duas pessoas. A comunhão depende, necessariamente, de se ter três membros: ele, ela e Ele. Sem Ele, não há base, não há sustança, como diziam os antigos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O que eu deveria ter ouvido;

Não, filho, não adianta, diria o sábio conselho de meu avô, se eu tivesse parado para ouvi-lo, aquele dia. Não é que você vai ter que abrir mão de tudo que pensa - é que simplesmente, você não vai nem lembrar que o que pensa sobre aquilo.

Mas isso, rapaz, não é amor. Não, Harada, isso se chama paixão. Paixão é aquele negócio bizarro, que você já sentiu por aquela garota, que te fez discutir com Deus e o mundo, pra poder ficar com ela. E aí... nada. Esse é o problema da paixão, ela não leva a lugar nenhum.

É como se fosse a erva, que seu irmão fuma, todo dia. O pitaco que era ótimo mês passado, hoje não faz efeito - ele tem que fumar cada vez mais, se quiser sentir todas aquelas emoções de novo e de novo.

Mas vai chegar o dia, que ele simplesmente vai cansar, e vai buscar a felicidade verdadeira, e perceber que não está na erva, não está no pó. Está na vida. E assim é a paixão, um dia você vai cansar, e vai buscar o que é o amor.



O que é o que, menino? Ah, o amor? Quando você estiver pronto, saberá.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Do que me importa.

Amor é uma questão de entender. Mesmo que, algumas vezes, não signifique compreender. Encontrar a pessoa certa é tão difícil porque, muitas vezes, não queremos entender as atitudes das pessoas – aquilo que parece pacífico para nós não o é para os outros.

A dificuldade não está em encontrar alguém que queira nos entender, mas perceber que nós temos que entender essa pessoa – seja ela quem for. Porque, se você ama essa pessoa, você deve entendê-la, para que ela, depois te entenda. Aja primeiro, sem esperar por contrapartidas imediatas. O verdadeiro amor não espera por retorno algum. O verdadeiro amor não se ira com falta de emoção, com o sumiço, com o tédio – não, ele se preocupa. O amor sincero não busca a culpa por tudo que acontece, mas busca a melhor resolução para a situação; não importa se foi por A ou por B, se foi por omissão, burrice ou por impetuosidade – o que importa é no final, dar tudo certo. Evitar que isso se repita, é algo para depois, para ser discutido com calma.

 

 

# porque o que importa, para mim, é você

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ayesh e Rudá (III)

Algumas horas depois, ele finalmente a encontrou. Quem a visse, pensava que nada havia acontecido, era como se o fim não a abalasse, e nada fora mais do que algumas palavras. Algo triste, porém necessário.

Relutando em ir ao encontro dela, Rudá a via gesticular como sempre o divertia, nos poucos momentos que passaram juntos.

           

            A festa já havia começado quando ela chegou. Como quem não quisesse nada, cumprimentou a maioria dos desconhecidos, se arrependendo tremendamente de ter ido lá. Não sabia o que estava pensando, mas parecia que toda célula do seu corpo parecia querer sair correndo daquele lugar.

            Quando o viu, estava do mesmo jeito de sempre. Nem parecia aquele Rudá que era quando estava conversando com ela – quando estava com seus amigos, se transformava totalmente. Era como se ficar parado ou falar baixo fossem pecados capitais. Deveria estar contando mais uma daquelas histórias da faculdade que só ele sabia contar.

Não que as histórias em si tivessem algo de especial, mas Rudá sabia como contar uma história – fatos corriqueiros se tornavam motivo de gargalhadas, ou motivo de discussões acirradas. Estava no meio de uma delas quando a viu. Ela estava – não, ela não estava, ela era – linda. Aquele vestido lhe caía bem, combinando com esmalte, e, definitivamente, o seu rosto quase vermelho de apreensão faziam de Ayesh a garota de sua vida.

Sorriu, como se pedisse para que ela lhe esperasse, terminou a história e desvencilhou-se do pessoal como se estivesse patinando no gelo. Chegou, ainda sorrindo, e contemplou de perto aquele rosto.

-Que foi?

 

Ainda perdida na discussão, Ayesh não tinha reparado que Rudá estava do seu lado, o que fez o garoto rir. Esse riso foi como um despertador pra ela. Ao vê-lo, arregalou os olhos, e, se a presença dele ali  a deixasse mais surpresa, não demonstrou.

Ou seja, nenhuma novidade – ao menos para ele.  

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ayesh e Rudá (II)

Branco. Realmente, o teto ainda estava branco, como se tivesse sido pintado ontem. Não que fosse importante essa informação, mas era a única informação que Rudá conseguia processar, e, provavelmente, a única coisa que gostaria de pensar durante todo aquele dia. Não queria pensar em mais nada. E quanto mais pensava em não pensar nada, sua imaginação lhe pregava cada vez mais peças. As coisas mais bobas, mais normais no seu quarto o faziam lentamente aproximar o pensamento dela. E sempre que reparava, já estava perdido.

E voltava a forçar sua concentração no teto. Branco como um algodão-doce. Assim, pelo menos os algodões-doce normais, não essas coisas de cores berrantes de hoje. Estranho, pensar em cores berrantes. É uma expressão um tanto quanto bizarra. E era assim que Ayesh costumava se referir a ele, bizarro. Sempre. E ele já tinha acostumado. Com ela, com o jeito dela se expressar, gostava disso, de ser diferente. Mas…

Realmente, o teto era maravilhosamente branco.

Nesse ciclo vicioso, o tempo passou, e, quando viu, já era noite – e nada tinha feito. Sabia dos deveres acumulados, das provas que ainda estavam por vir, mas não podia esperar mais. Não podia crer que tudo ia acabar assim, tão de repente.

Ayesh sempre fora surpreendente. E isso foi o que o atraiu desde o princípio – mas não teve mais poder do que aquele olhar dela. Não que fosse especial para ele, mas o olhar dela lhe parecia, sem ter como usar outra palavra, bizarro.

Se ela tentava, e conseguia esconder os seus sentimentos pelas suas atitudes, não conseguia pelo seu olhar. Quando ela olhava dentro de seus olhos, Rudá não conseguia manter aquele olhar por muito tempo – não era como se ela o lesse pelos olhos, mas como se ela já soubesse, antes mesmo de agir, qual seria a reação dele. E, mesmo assim, aquele olhar esboçava, lá no fundo, um traço de medo.

Não, ele não iria deixar assim.

sábado, 22 de agosto de 2009

Ayesh e Rudá (I)

Afinal, as coisas não eram tão simples assim, ele tinha que entender.  A garota resmungava, perdida em seus pensamentos. Porque, bom, eu fui clara. Ayesh já estava cansada disso, não queria mais voltar ao mesmo ponto. 

Não é que ela era sádica e não gostava dele. Na verdade, sequer considerava a possibilidade de não gostar dele. Mas Rudá tinha que entender: Ela não queria ficar com ele. Só isso. Não precisava saber o porquê. Só precisava concordar. Quem visse a situação poderia até achar que ela não tinha sentimentos e que estava brincando com o garoto - mas lá dentro, ela sabia que não era bem assim.

E ele, bom ele sabia disso quando insistiu em ficar com ela. Ela não queria, mas bom, Rudá fazia jus ao nome. Ele não tinha nada de especial, mas, de certo modo, sabia usar algumas palavras. E isso não podia acontecer de novo - de maneira alguma ela iria ser levada por aquelas palavras doces que prometiam um mundo diferente.

Não, ela estava bem aqui - não exatamente bem, mas se sentia segura. Onde ela estava, conseguia se proteger, e tinha controle da situação. Pelo menos, até certo ponto; não que se sentisse bem fazendo aquilo.

Com Rudá, ela era outra, fazia todas as loucuras que sequer imaginava que podia fazer - tudo isso sem pensar duas vezes. Não sabia o porquê disso, o como se envolvera com ele, e o tanto que ele parecia amá-la. 

Amor. Era essa palavra que a assustava, a fazia arrepiar. Não podia pensar em coisa pior pra fazer do que se apaixonar por alguém justo ali, naquela hora. Tinha tanta coisa a fazer, tanto que planejara; não podia simplesmente jogar tudo pro alto como se nada fosse - eram seus sonhos, poxa! Não. Não iria se entregar aos braços de um menino - pois era isso que ele era, um menino. Apesar de mais velho, apesar de fazer isso e aquilo, por dentro ele era apenas um menininho, bobo e apaixonado.

Tsk. Exatamente aquilo que tanto desprezava nele era aquilo que despertava o seu sentimento. NÃO! Sentimento não. É confusão, isso. Matutava ela. São os hormônios, ora essa! Só podia ser culpa daqueles malditozinhos mesmo. E, de repente, tudo virava desculpa.

Mas ela tinha que evitar aquele idiota. Nem que, para isso, ele tivesse que detestá-la. Porque ele não merecia sofrer lá na frente, nem pagar pelos erros dela. Melhor o seria se, ao invés disso, ela cortasse esse amor boboca dele logo no começo. E assim o faria.

Escritos antigos

Again in my mind, you have it

- the power of breaking over my thoughts

You can't be talking serious,

I can't believe that you're back - again


I see you coming - walking in my direction

Where can I hide? Don't wanna be caught again

Uh, now it's late, I can smell your tasty poison

You come staring at me, I can't blink - not anymore.


Lost my mind, my directions,

don't know what I should do

give you a smile - trying to hide

that I still have you with me


I see you coming - walking in my direction

Where can I hide? Don't wanna be caught again

Uh, now it's late, I can smell your tasty poison

You come staring at me, I can't blink - not anymore.


I'll always love you - that's what kills me

don't matter how much girls passes by

Evytime I see you, that all comes back

but I can't admit I'm so weak; not to you


That strange feeling - I should be better to you

I need to look better that I am

I can't show tha I'm still

After all those years that I wanted you

After all those years - I want you

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Relato de uma Imensidão Repentina (III) -Final

Esperança qual não de ser liberto dessa opressão, dessa prisão que me vejo, mas de encontrá-la de jeito que, se não está na mesma situação que eu, deseja estar.

Nesse dia, ah, esse dia. Escute o que eu digo: você saberá quando esse dia chegar - quando eu e ela estivermos enfim, juntos, na mesma sintonia, quando nossos pensamentos se encontrarem e nossas bocas se colarem.

Porque, esse dia, não irá acabar. Passarão as horas, passará o tempo, passará a chuva, mas o pôr-do-sol não chegará. O dia em que até mesmo a mais escura das nuvens, o asfalto mais duro e a mais cinzenta das cores serão alegres.

O dia em que aquele vento soprar, e os problemas, as dores e as queixas vão desaparecer de nós - o dia que que nós seremos um do outro.

Porque, nesse dia, até mesmo o mais vagabundo dos corações, ao nos ver juntos, anseará por aquela sinergia. E, finalmente, o amor não será mais motivo de minha prisão.

E eu poderei demonstrar esse verdadeiro eu, sem estar escondido debaixo de um falso nome, de um falso rosto ou de falsas memórias.

Porque, de tudo que eu digo, prevalece o sentimento - em detrimento dos fatos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Relato de uma Imensidão Repentina (II)

HÃM! Ainda bem, então, que não pisquei os dois, porque hoje já me sinto sem chão. É como se eu tivesse tomado um soco na boca do estômago - e o ar não voltasse [nunca] pro meu pulmão. Sem ar, sem conseguir respirar é que eu falo. Não porque tenha algo a dizer, mas porque o silêncio dela me incomoda.

É como se [todos] os segundos em que não nos falamos fossem fazer falta algum dia, lá na frente, quando ela não estiver mais ao meu alcance.

Nesse meu desespero, nessa agonia por falar, acaba que, muitas vezes, falo bobagens. Aquelas coisas idiotas, que nem para si mesmo deve-se guardar - e o assunto morre mais uma vez.

Não lembro de ter tido tanto silêncio entre eu e alguém antes; nunca me pareceu tão difícil, tão complexo manter uma conversa com uma pessoa. É como se, no anseio de falar tudo se perdesse; e faço papel de bobo, mais uma vez.

Mas o mais impressionante disso tudo, é que ela não nota. Ou, se nota, ao menos tem um pingo de afeição por mim, e, seja por dó ou qualquer outra coisa, ela apenas se faz de desentendida, por alguns instantes.

E é essa atitude, que, embora não demonstre [com certeza] que sou correspondido, ao menos prova que, não estou de todo fora do jogo - ainda há esperança para mim.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Relato de uma Imensidão Repentina(I)

[Só porque eu]Perco a poesia quando lembro de você, toda vez que vejo um papel em branco, o que antes era prazeroso se transformou hoje numa horrenda batalha contra o tempo, contra o espaço, enquanto tento descrever o que se passa.

Não pode ser esse [só] um único sentimento, não pode ser que apenas uma palavra provoque tudo isso, é simplesmente inconcebível. Não é possível que eu esteja fraquejando, que eu esteja tão reticente por culpa de apenas uma palavra.

Até porque eu sempre tive domínio sobre todas elas, sempre cosnegui usá-las para o que bem entendia, até mesmo já brinquei com elas - hoje não. Hoje, não.

Até que me vi cercado por uma delas. E, se um dia, eu ri delas, hoje, é ela quem ri de mim. Porque essa palavra me pegou, me passou uma rasteira e me deixou de joelhos - isso sem que eu sequer piscasse um olho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Akiha - WTH?

Folhas que caem, que sobem

Murmuram aquelas borbulhas que dali se saem.

Talvez - serei ou não?

Djalma Jorge

Talvez não sejam as palavras mais exatas - pelo menos não provém da boca mais exata. 

Folhas que caem, que trazem vida, sofrimento que exige uma força indescritível na busca pelo sobreviver. Aquele processo que se passa todo ano, de se retirar o que se tem de melhor, de se doar para que possa continuar vivendo; 

Akiha, as folhas que caem no outono, são muito mais do que simples folhas - são símbolos da esperança por um novo amanhã; do luto de hoje pela alegria de amanhã. O investimento a longo prazo.

Por mais suicida que pareça essa ação das árvores, em cortar o seu sustento, elas estão, na verdade, se preparando pra sobreviver a um tempo triste e seco - o outono - para chegarem no verão. E alcançarem a felicidade.

Aproveitando o batismo da 'filha' do @Abigobaldo, e deixar mais claro que soro fisiológico o que What the heaven é Akiha. 

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wishin'

~Sim, eu também amo. Só que não é só isso. É aquele tipo de amor meio impossível saca? Nâo, não é de Hollywood; não sou o menininho pobre que se apaixona pela princesa; nem o escravo que se apaixona pela filha do seu dono;
Meu amor é menos insano - barreiras que não deviam existir. Saca aquele sentimento que você bloqueia logo no começo, seja pela distância, pela idade, ou pela sua impossibilidade qualquer de se realizar?
Então; eu não tenho esse bloqueio. Eu simplesmente deixo ir, deixo crescer. E quando eu vejo, já estou tomado por esse sentimento bizarro, essa coisa que, mesmo sem ter a menor chance de se realizar, dá esperança - mas esperança de QUÊ?
Não sei.
E tenho a impressão que nunca vou descobrir. Mas, enquanto isso, sigo amando. Se é ou não possível, só Ele pode me dizer;

~Ela vai sacar a indireta

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Devaneios

E, de vez em quando, me pego pensando em você; como se não conversássemos todo dia. É esquisito, estamos sempre tão próximos, mesmo tão distantes; sei tanta coisa de você, mesmo sem saber nada. E, quando estou na moto, dirigindo, voltando pra casa, já quase de madrugada, a única coisa que eu queria mesmo eram seus braços me envolvendo ali. Sentir seu corpo se aconchegando ao meu pra se proteger do vento cortante.

Aí, meus sonhos vão longe; enquanto acelero a moto, e sinto o frio querendo cortar meu rosto, minha imaginação ganha asas, já sonho em cinco, dez anos pra frente, já estarmos juntos, numa relação duradoura, te conhecer como não conheço mais ninguém, e, lá na frente, pensar como, naquele dia, lá atrás, sonhei com isso como se fosse irreal.

Mas aí, ao longe, um sinal fecha, me acordando do meu devaneio;
e, enquanto desacelero, volto ao presente.

domingo, 5 de julho de 2009

O quarto dos Sonhos

Todo mundo tem aquele cantinho da cabeça que guarda seus desejos, seus sonhos mais bizarros e profundos.
Mas, eles não gostam de ficar lá. Não, tsk tsk tsk, assim como aquela azeitona grande e gorda, eles insistem em fugir de você, fazendo você passar a maior vergonha do mundo quando eles escapam de você.

Pois, assim como a azeitona, se pular do prato leva metade da comida, sujando toda a mesa, esses sonhos acabam mostrando nossa intimidade aos outros mais do que queríamos;

-um dia não quero ter medo de te mostrar quem sou;